O deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), cumpriu agenda com autoridades nesta sexta (21) na região Oeste de Mato Grosso. Na sua companhia, estiveram o governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), o secretário da Casa Civil, Fábio Garcia, e o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda. Dentre os municípios visitados, estão Conquista D’Oeste, Nova Lacerda, Comodoro e Campos de Júlio. Moretto esteve nas câmaras municipais de Conquista D’Oeste e Comodoro e em Nova Lacerda e Campos de Júlio, o parlamentar na sede da prefeitura. Em Conquista D’Oeste ,o republicano recebeu demandas da comunidade sobre o iluminação pública e recapeamento asfáltico. Em Nova Lacerda, o parlamentar recebeu reivindicações de trabalhadores do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) que buscam melhorias no atendimento dos munícipes. Já em Comodoro, as MT-235 e MT-240 estavam em pauta, ambas com articulação do parlamentar no Executivo estadual. Em Campos de Júlio, o deputado foi recebido por autoridades e jantou com representantes do setor industrial, em evento oferecido pelo Grupo Sipal Agronegócio e a destilaria Usimat.
“Desde 2019, das inúmeras reuniões que tivemos, ele sempre trás as demandas da região Oeste”, destacou o governador em exercício, Otaviano Pivetta, ao firmar compromisso de atender as demandas apresentadas pelos municípios. A comitiva também visitou a MT-473, obra de articulação do deputado Moretto junto ao governo do estado, orçada em R$ 100 milhões, a nova estrada irá adentrar a Serra de Nova Lacerda e ligar o município a Campos de Júlio, facilitando o comércio exterior pela MT-199 (Vila Bela da Santíssima Trindade x Bolívia). “Valmir Moretto é o maior responsável por tantas obras do governo do estado na região Oeste”, disse o chefe da Casa Civil, Fábio Garcia. Segundo o secretário, a articulação do Moretto é essencial para as demandas serem executadas no Vale do Guaporé.
A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.
Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.
“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.
A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.
“Não vou me calar”
Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.
“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.
A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.
A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.
“Sem medo e sem rabo preso”
No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.
“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.
A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.
O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.
Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.
A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.
Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.
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