FIM DOS MERCADINHOS

Discussão sobre veto a mercadinhos em presídios promete polêmica, diz Botelho

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União), declarou nesta quinta-feira (23) que espera debates acalorados em torno do veto do governador Mauro Mendes (União) ao artigo de uma lei que permitia o funcionamento de cantinas dentro das unidades prisionais do Estado.

 

Segundo Botelho, a questão é uma das mais controversas em pauta na Casa atualmente.

 

O dispositivo vetado previa que os presídios poderiam oferecer instalações para atender às necessidades pessoais dos detentos, incluindo locais destinados à venda de produtos não fornecidos pela Administração Pública.

 

A proposta já havia gerado divergências antes mesmo da intervenção do governador.

 

“Na verdade, esse é o assunto mais polêmico que temos relacionado à lei dos presídios, a questão das cantinas. Houve muita discussão antes do veto, e certamente haverá mais agora, quando for votada a derrubada do veto”, afirmou Botelho.

 

Entre os defensores das cantinas está o desembargador Orlando Perri, que argumentou em discussões anteriores que, em muitas unidades prisionais do interior, as cantinas são essenciais para suprir a carência de itens básicos.

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“Ele é um defensor ferrenho das cantinas. A ausência delas pode dificultar ainda mais as relações dentro dos presídios”, explicou Botelho.

 

A votação do veto deverá ocorrer sob a condução da nova Mesa Diretora, liderada pelo deputado Max Russi (PSB), uma vez que Botelho deixará a presidência da Casa em breve.

 

Apesar disso, ele defendeu que o debate seja amplamente discutido, ouvindo os argumentos de ambos os lados. “Vamos ouvir as posições favoráveis e contrárias, e os deputados tomarão suas decisões”, concluiu.

 

O tema reacende o debate sobre as condições do sistema prisional mato-grossense e as possibilidades de ressocialização, trazendo à tona preocupações sobre os impactos da medida tanto para os presos quanto para a gestão pública.

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Política MT

Candidata do Novo denuncia suposto boicote e declara apoio a Flávio Bolsonaro e Medeiros

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A candidata a deputada estadual pelo Novo, Flaviane Ramalho, usou as redes sociais para denunciar o que classificou como um suposto boicote político e afirmou que decidiu não se calar diante do que considera uma estrutura de poder contrária à sua candidatura.

Flaviane declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e a José Medeiros ao Senado por Mato Grosso. A candidata afirmou que sua entrada na disputa representa uma tentativa de romper com estruturas políticas que, segundo ela, permanecem concentradas nas mãos dos mesmos grupos.

“Sou vítima de um sistema que me boicota”, escreveu.

A declaração ocorre em meio à campanha eleitoral e depois de Flaviane ter se manifestado publicamente em defesa da delegada aposentada Ana Cristina Feldner, ex-suplente de Janaína Riva, que vem fazendo críticas à composição da chapa e anunciou um terceiro vídeo sobre o episódio.

“Não vou me calar”

Na publicação, Flaviane afirmou que conhece, segundo sua avaliação, o funcionamento desse sistema e que justamente por isso não pretende recuar.

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“E é justamente por conhecer de perto como esse sistema funciona que não vou me calar”, afirmou.

A candidata também apresentou de forma direta suas escolhas eleitorais para os cargos majoritários. Disse apoiar Flávio Bolsonaro para presidente e José Medeiros para o Senado em Mato Grosso.

A manifestação reforça o posicionamento político que Flaviane vem adotando durante a campanha. Ela disputa uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Novo, com o número 30022. O registro de sua candidatura está deferido pela Justiça Eleitoral.

“Sem medo e sem rabo preso”

No trecho mais contundente da publicação, Flaviane afirmou que decidiu enfrentar o que chama de “sistema” sem estabelecer vínculos com grupos políticos tradicionais.

“Eu escolhi enfrentar o sistema. Sem medo. Sem rabo preso. Sem me curvar aos poderosos”, declarou.

A expressão “boicote”, porém, aparece como uma acusação feita pela própria candidata. Na publicação, ela não detalhou quais ações ou episódios concretos estariam, segundo sua avaliação, configurando o suposto boicote.

O posicionamento coloca Flaviane em uma linha de campanha marcada pela defesa de uma ruptura com estruturas políticas tradicionais e pela aproximação pública com candidaturas identificadas com a direita nacional.

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Disputa pelo nome e identidade política

Flaviane também já esteve no centro de outra controvérsia eleitoral neste ano, envolvendo o nome que pretendia utilizar nas urnas. A Justiça Eleitoral deferiu sua candidatura, mas determinou que ela concorra oficialmente como “Dr. Flaviane Ramalho”, e não “Flaviane do Bolsonaro”.

A candidatura, entretanto, permanece regular e deferida, segundo os dados eleitorais atualizados.

Agora, ao afirmar publicamente que estaria sendo vítima de um suposto boicote, Flaviane transforma novamente as redes sociais em espaço para expor sua estratégia de campanha e reforçar a mensagem de enfrentamento ao que chama de “sistema”.

 

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