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Túlio Fontes e Eduardo Botelho lideram ranking de patrimônio entre candidatos do MDB à Assembleia

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O MDB de Mato Grosso chega à disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa, em 2026, com candidatos que apresentam patrimônios bastante diferentes entre si. Entre os 25 nomes apresentados pelo partido à Justiça Eleitoral, o ex-prefeito de Cáceres Túlio Fontes e o deputado estadual Eduardo Botelho aparecem como os dois candidatos mais ricos, de acordo com os valores declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Túlio Fontes lidera com ampla vantagem. O ex-prefeito declarou patrimônio de R$ 9,6 milhões, composto por imóveis, propriedade rural, gado e outros bens. Entre os principais itens informados está uma fazenda avaliada em R$ 6 milhões, além de um apartamento no Rio de Janeiro, declarado em R$ 800 mil, e 651 cabeças de gado, estimadas em R$ 1,45 milhão.

Na segunda posição aparece Eduardo Botelho, com R$ 5,3 milhões declarados. O patrimônio do deputado é composto, entre outros itens, por R$ 2,3 milhões aplicados em dois planos de previdência privada, um imóvel comercial em Cuiabá avaliado em R$ 350 mil, R$ 424 mil em cadernetas de poupança e R$ 730 mil mantidos em conta no Sicoob.

A diferença entre os dois primeiros colocados chega a aproximadamente R$ 4,3 milhões.

O deputado estadual Thiago Silva aparece na sequência, com patrimônio declarado de R$ 1,9 milhão. Entre os bens estão uma casa em Cuiabá, avaliada em R$ 500 mil, um terreno em Rondonópolis de R$ 523 mil e um lote em condomínio em Chapada dos Guimarães, estimado em R$ 278 mil, além de outros terrenos e recursos financeiros.

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Na faixa dos R$ 2 milhões também estão outros nomes do partido. A vice-prefeita de Cuiabá, Coronel Vania Rosa, declarou R$ 2,1 milhões. Entre os bens estão um apartamento em Itapema, Santa Catarina, avaliado em R$ 918 mil, outro imóvel em Cuiabá, de R$ 680 mil, e uma lancha modelo Magis 275 CX, declarada em R$ 160 mil.

Com o mesmo patrimônio de R$ 2,1 milhões aparece o ex-prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin. A declaração inclui duas casas no município, que juntas somam R$ 1,1 milhão, além de uma aeronave adquirida por meio de financiamento. Segundo a declaração, R$ 500 mil já haviam sido quitados do bem.

Dra. Vania Viana e Marcinho Lacerda aparecem com R$ 2 milhões cada. Logo depois estão nomes como Primo Brindes, com R$ 1,8 milhão, Dra. Wania Dantas e Fábio de Oliveira, ambos com R$ 1,5 milhão.

A empresária Jéssica Riva declarou patrimônio de R$ 1,2 milhão. Entre os bens informados estão uma participação de 20% em uma holding de energia, avaliada em R$ 160 mil, R$ 210 mil em espécie e um terço de um apartamento no Rio de Janeiro, com valor declarado de R$ 440 mil.

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O deputado Dr. João declarou R$ 753 mil. Já Nataniel de Jesus informou R$ 653 mil, enquanto Sargento Vidal declarou R$ 884 mil.

Na outra ponta do ranking, estão candidatos com patrimônios inferiores a R$ 500 mil. Delegada Jannira declarou R$ 200 mil; Ismaili de Oliveira Donassan, R$ 207 mil; Silvano Amaral, R$ 283 mil; Zé Neto da Fato, R$ 332 mil; e Zé Gota, R$ 194,8 mil.

O ex-vereador de Sorriso Leandro Damiani, conhecido como Damiani da TV, havia declarado R$ 334 mil, mas anunciou que desistiu da candidatura após conversar com a família.

As informações fazem parte das declarações de bens apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral e disponibilizadas pelo TSE por meio do sistema DivulgaCandContas. Os valores representam os patrimônios informados pelos próprios candidatos no momento do registro e podem incluir imóveis, veículos, investimentos, participações em empresas, propriedades rurais e recursos financeiros.

O levantamento mostra que a chapa do MDB reúne desde candidatos com patrimônio declarado abaixo de R$ 200 mil até nomes com milhões de reais em bens. Entre eles, Túlio Fontes se destaca como o principal patrimônio declarado, seguido por Eduardo Botelho, formando uma diferença expressiva em relação aos demais integrantes da lista.

Veja:

 

 

 

 

 

 

 

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Júlio Campos detona campanha de Wellington e diz que desorganização pode entregar eleição

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Uma crítica pública feita pelo deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) expôs insatisfação com a estrutura da campanha do senador Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Integrante da coordenação da candidatura, Júlio classificou a situação como uma “pobreza de lascar” e afirmou que a falta de organização pode comprometer o desempenho do candidato.

A declaração foi publicada em um comentário nas redes sociais. Segundo o deputado, o comitê de Wellington ainda não teria conseguido estruturar adequadamente a campanha e estaria sem material básico para distribuição aos eleitores.

“Até hoje o comitê de Wellington 22 não organizou a campanha, e não tem material. A pobreza está de lascar. Está entregando a vitória por falta de organização, está vergonhoso. Acorda, WF!”, escreveu Júlio.

A manifestação chama atenção porque parte de um aliado que atualmente participa da coordenação da própria campanha de Wellington.

Crítica vem após repasse de quase R$ 5 milhões

A cobrança também ocorre poucos dias depois de o Partido Liberal transferir quase R$ 5 milhões para a candidatura de Wellington Fagundes.

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O volume de recursos torna ainda mais contundente a reclamação sobre a falta de material e estrutura apontada pelo deputado. Para Júlio, o problema não estaria necessariamente na ausência de recursos, mas na organização e na capacidade de transformar a estrutura disponível em uma campanha efetiva nas ruas.

Júlio rompeu com grupo do próprio partido

A presença de Júlio Campos na coordenação de Wellington ocorre depois de uma mudança no cenário político dentro do União Brasil.

O deputado deixou de apoiar a candidatura de seu próprio partido após seu irmão, o senador Jayme Campos, ser derrotado nas convenções partidárias.

A escolha aproximou Júlio do projeto de Wellington e fez com que ele passasse a integrar a articulação da campanha do candidato do PL.

A cobrança pública, portanto, expõe uma situação incomum: um integrante da própria coordenação eleitoral apontando falhas na condução da campanha e cobrando uma reação imediata.

A frase “Acorda, WF!” resume o tom do recado. Para Júlio, mais do que uma questão administrativa, a falta de organização pode ter consequência diretamente eleitoral.

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Em uma disputa pelo Governo do Estado, em que estrutura de rua, material de campanha, comunicação e presença nos municípios pesam na construção de votos, a crítica coloca em

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