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Cuidado! Isso pode não ser birra

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Quem nunca presenciou uma criança chorando intensamente ou gritando por não conseguir algo? A primeira coisa que vem à mente é: que criança birrenta! Mas atenção! É preciso ter cautela, pois nem sempre se trata de um típico comportamento infantil. Em alguns casos, pode ser uma crise sensorial ou emocional decorrente do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Chegou a hora de abandonarmos antigos hábitos e abraçarmos uma visão mais verdadeira e alinhada com os desafios deste milênio.

A diferença entre uma birra e uma crise autista é sutil, mas compreender essa distinção é essencial para promover acolhimento e inclusão. No Brasil, no último censo em 2022, estima que cerca de 2 milhões de pessoas tenham Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Isso corresponde a cerca de 1% da população.

Neste mês, é trabalhado a campanha Abril Azul dedicado à conscientização do autismo, uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), que criou, em 2007, o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. A data busca também incentivar ações de inclusão das pessoas com o transtorno em nossa sociedade.

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Estando como presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e com um histórico político de trabalho voltada para o social, tenho a obrigação de trabalhar também por essa causa. Com a lei 11.880 de 2022, de minha autoria, instituímos o uso do Colar de Girassol como instrumento auxiliar de orientação, para a identificação de pessoas com deficiências ocultas, que também se enquadra o TEA. Afinal, é preciso entender que algumas doenças não são imediatamente visíveis.

E essa preocupação também trouxe para dentro da nossa Casa de Leis, por meio do projeto TEAr, desenvolvido pela Supervisão de Qualidade de Vida (Qualivida), em que capacitamos nossos servidores para práticas de atendimento e acolhimento a pessoas autistas e suas famílias para garantirmos que a inclusão social tanto no ambiente de trabalho quanto nos atendimentos feitos à população em nosso espaço cidadania.

Além disso, em parceria com o governo do Estado, representado pela primeira-dama, Virginia Mendes, realizamos um mutirão de cidadania que ofereceu a confecção de carteiras de identificação para autistas, certidões, entregas de colar de girassol e outros serviços. Vale lembrar, que a emissão da carteira pode ser feita por meio da Secretária de Assistência Social e Cidadania (Setasc). É um direito. Uma garantia que possibilita que o dia a dia dessas pessoas seja mais simples e acessível.

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De acordo com os dados fornecidos pela Setasc, desde o início da emissão em 2021 até hoje foram entregues mais de 10 mil carteiras de identificação do autista. Fico muito feliz com esse número. É a política pública sendo aplicada para beneficiar a sociedade no dia a dia.

Fonte: ALMT – MT

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CCJR aprecia 23 matérias e debate propostas voltadas à transparência, saúde e direitos trabalhistas

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apreciou 23 matérias durante a 10ª reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (9). Os trabalhos foram conduzidos pelo vice-presidente da comissão, deputado Diego Guimarães (Republicanos), e contaram com a participação dos demais membros, deputado Júlio Campos (União), Eduardo Botelho (União) e Chico Guarnieri (PRD).

Entre as matérias analisadas está a aprovação do parecer favorável ao Projeto de Resolução nº 748/2026, de autoria da Mesa Diretora, que estabelece mecanismos de transparência, controle e rastreabilidade das emendas parlamentares. Ao defender a proposta, o deputado Júlio Campos (União) ressaltou a importância de ampliar o acesso da população às informações sobre a destinação dos recursos públicos.

“Esse projeto garante transparência, controle e rastreabilidade das emendas parlamentares. É importante demonstrar à sociedade mato-grossense onde os recursos estão sendo aplicados, como são utilizados e quais benefícios geram para a população”, afirmou.

Outro tema com parecer favorável, foi o Projeto de Lei nº 910/2025, de autoria do deputado Eduardo Botelho (União), que cria um protocolo de atendimento para pacientes oncológicos. Segundo o parlamentar, a proposta busca oferecer mais orientação e segurança aos pacientes e familiares desde o diagnóstico da doença.

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“Muitas famílias recebem o diagnóstico e ficam sem saber qual caminho seguir. O projeto cria um protocolo para orientar o paciente, definir procedimentos e dar mais segurança a quem enfrenta esse momento tão difícil”, explicou.

A comissão mante a derruba ao Veto Total nº 45/2026, referente ao Projeto de Lei nº 841/2023, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD), que trata da proteção dos trabalhadores terceirizados da administração pública. Ao comentar a matéria, Botelho defendeu a importância da proposta para garantir segurança jurídica aos profissionais.

“Já existe entendimento consolidado no Supremo Tribunal Federal de que trabalhadores terceirizados que exercem as mesmas atividades devem ter condições equivalentes às dos servidores da administração direta. O projeto busca justamente assegurar essa proteção”, afirmou Eduardo Botelho.

Durante a reunião, os parlamentares também apreciaram vetos encaminhados pelo Poder Executivo e projetos relacionados às áreas de saúde, educação, cultura e desenvolvimento econômico. Quatro matérias foram retiradas de pauta: o PL nº 1196/2025, de autoria do deputado Wilson Santos (PSD); o PL nº 311/2025 e o PLC nº 12/2026, ambos de autoria do deputado Max Russi (PSB); e o PL nº 753/2025.

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Além das retiradas de pauta, a comissão emitiu parecer contrário ao Projeto de Lei nº 514/2023, de autoria do deputado Valdir Barranco (PT), e ao Projeto de Lei nº 99/2025, de autoria da deputada Janaina Riva (MDB). As demais matérias seguiram tramitação conforme os pareceres apresentados pelos relatores.

Fonte: ALMT – MT

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