A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) foi destaque na Chamada Pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) de fomento à expansão e desenvolvimento da infraestrutura de pesquisa científica e tecnológica nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Entre todas as instituições estaduais da região Centro-Oeste, a Unemat teve o melhor desempenho em termos de nota e aprovação com recursos.
O projeto aprovado, intitulado AraguaiaBiotech – Laboratório de Inovação Biotecnológica, conquistou nota média de 4,781 e receberá um investimento de R$ 4.639.837,31. A iniciativa está voltada para a modernização e ampliação da infraestrutura laboratorial no campo da biotecnologia, com foco na inovação e no desenvolvimento sustentável. O subprojeto será executado no câmpus de Nova Xavantina, sob a coordenação do professor de Estatística, no curso de Ciências Biológicas da Unemat, e doutor em Genética e Biologia Molecular, Joaquim Manoel da Silva.
“Ao ter um de seus subprojetos aprovado com recursos garantidos e outros dois bem avaliados, mas ainda sem financiamento por limitação orçamentária, a Unemat demonstra seu fortalecimento no cenário científico nacional, destacando seu compromisso com a pesquisa de ponta, a sustentabilidade e o desenvolvimento regional”, destaca a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação. Áurea Ignácio.
Além deste, outros dois subprojetos da Unemat foram recomendados, mas ficaram fora do limite de recursos disponíveis. Ambos poderão ser contratados futuramente, caso haja aporte de recursos estaduais, conforme previsto na chamada.
Biotec-HF – Laboratório de Biotecnologia Aplicado ao Melhoramento Genético e Manejo de Espécies Hortícolas, que obteve nota 4,219 e pleiteia R$ 3.269.559,66.
ELEECP – Estruturação Laboratorial para o Enfrentamento das Emergências Climáticas no Pantanal, com nota 4,188 e orçamento solicitado de R$ 4.210.750,02.
Além da Unemat, as universidades federais de Brasília (UnB), no Distrito Federal, e de Mato Grosso do Sul (UFMS), juntamente com a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), foram as únicas Instituições de Ensino Superior (IES) da região Centro-Oeste contempladas. Outras IES da região também tiveram subprojetos recomendados fora do limite de recursos, como as federais de Mato Grosso (UFMT) e de Rondonópolis (UFR) e o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).
O Hospital Geral de Cuiabá, unidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), realizou um mutirão de consultas e exames em otorrinolaringologia na manhã deste sábado (23.5), para acelerar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso.
Foram realizadas 100 consultas na especialidade de otorrinolaringologia e 40 exames de videolaringoscopia. Os pacientes aguardavam pelos atendimentos especializados via Sistema Estadual de Regulação (Sisreg).
“A especialidade de otorrinolaringologia é um desafio para o SUS em Mato Grosso, porque temos poucos prestadores. Nós estamos trabalhando, mesmo por meio do programa Fila Zero, para ampliar essa oferta, para melhor atender o cidadão”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Segundo a diretora do Hospital Geral, Flávia Galindo, a unidade conta com uma equipe extremamente capacitada. “É um grande passo para a saúde pública realizarmos um mutirão nessa área, com uma equipe tão capacitada, médicos experientes e fortalecendo também o nosso programa de residência médica em otorrinolaringologia”, avaliou.
Para Débora da Silva, mãe do Heitor, de apenas oito anos, esse mutirão é a esperança de mais qualidade de vida para o filho. “Muito bom [esse mutirão], porque neste mês fez um ano em que ele estava na fila de espera. Ele fica internado todo mês, o antibiótico dele já é intravenoso; o oral já não faz mais efeito, porque o corpo já se acostumou”, disse.
O médico otorrinolaringologista que atendia no mutirão, dr. Mario Espósito, destacou a importância da ação para os pacientes. “O que se observa é que há pacientes com problemas simples aguardando há mais de um ano na fila. Nesses mutirões, o objetivo é justamente esse: diminuir a fila. Os pacientes que forem clínicos serão tratados clinicamente e os que forem cirúrgicos serão encaminhados para cirurgia. Com certeza, essa fila vai diminuir bastante”, explicou.
Em junho de 2025, a SES efetivou contrato direto com o Hospital Geral, ampliando em 75% o número de procedimentos ofertados pela unidade via Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a assinatura do contrato, o Hospital Geral passou a ofertar 203 leitos de internação pelo SUS, sendo 44 leitos intensivos — de Terapia Intensiva (UTI) ou Cuidados Intermediários (UCI).
O contrato prevê a oferta de 11 especialidades: cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia cardiovascular, cirurgia oncológica, neurocirurgia, otorrinolaringologia, cirurgia intervencionista, hemodinâmica, cirurgia bucomaxilofacial, gestação de risco e alto risco e histocompatibilidade para transplantes.
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